O caminho que sempre caminho.

Das coisas que mais me apetecem a alma, é o caminho mais longo que mais me alimenta o espírito. Dos restos do sapato que me restaram, na estrada quente que machuca os pés, o refresco da sombra são as coincidências da vida, aqueles pequenos momentos que não esperamos mais que aconteçam, e se longo estava o caminho, ja toma dimensões de proporções não tão imagináveis, porque caminhar agora não é tão dificil. Se o peso está mais leve, a alma é pura e o ar enche com saciedade os pulmões.
Refletir nesse momento é óbvio, pois as coisas que mais nos atormentavam vem à cabeça e o medo de um "dejavu" inesperado torna o meio mais frágil. Eu não quero mais que os sentimentos que já passaram atormentem a calma do ambiente, é como quando saimos de um sonho bom, e ficamos de olhos fechados esperando que ele volte… triste ilusão da alma… já estamos acordados… o sonho ficou para trás, lembramos então que a estrada ainda é longa para percorrer, e o sol ainda reluz forte no céu. A melancolia de repetir a mesma coisa é a nossa rotina do dia-a-dia, quilômetro a quilômetro, a mesma paisagem, a mesma impressão de buscarmos os mesmos instintos para sobreviver. Então caminhamos cada vez para mais longe, e o longe nos parece mais perto, porque as vezes é mais facil caminhar.
Do trajeto que ficou para trás, resta nostalgia, resta mágoa, e sobra as cicatrizes dos tombos que levamos. Das pessoas que nos acompanharam em pequenos trechos, levamos lembrança dos momentos que estiveram juntos de alguns, e aprendizado de outros, dos primeiros se esquecemos aos poucos, e quanto mais distante na estrada, mais fraca a lembrança desses nos é à memória, quanto aos que nos deram aprendizado carregaremos o legado desses para sempre, porque esse já é parte de nós. Imaginamos sempre o fim do caminho, sem nunca saber no entanto onde ele irá terminar. Se no final estaremos cansados, ou se a água nos faltará no meio quando ainda poderíamos ter força para caminhar. Caminhar… sempre caminhar…

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A mão e o Espelho

Enquanto caminhava… crescia… evoluia…
Andava pelo mundo livre enquanto correntes prendiam-me os pés
Eu sempre podia ir para onde quisesse ir, mas sabia que havia um limite que me prendia
Esse limite me amargurava o peito, apesar de nunca tê-lo sentido, nunca o havia ulrapassado, mas ele estava la e de uma hora para outra poderia ser impedido de buscar alguma coisa que muito quisesse. Um dia caminhando encontrei um espelho, meu reflexo não era somente eu, mais era a expressão de um mundo que eu queria viver.

– Desejo, Vontade, Atração.

Fiquei muito tempo consternando a minha imagem, desejando-la, meu mundo parou e parei de buscar novos caminhos para os quais caminhava em vão. Parei de buscar a solução para o problema que não havia me proposto. Estava tudo ali em minha frente.

– Minha razão, meu ideal, minha perdição.

Então o desespero tomou minha mente tentei avançar em direção a ele, com força e raiva. Mas a corrente me prendeu. Estava diante do meu sonho de mim mesmo e atado aos meus principios. E quanto mais eu tentava aproximar do espelho mais a corrente me segurava, me detia. A amargura tomou meu peito, a tristeza por não poder chegar perto das minhas aspirações, daquilo que buscava, minha liberdade fora tirada, a gaiola em que estava encerrado estava aberta e mesmo assim eu não podia sair.

– Raiva, fúria, Ira.

Num impulso me joguei em direção ao espelho com toda a força que me havia e para a minha surpresa as correntes se romperam, estava novamente livre, no entanto, não era mais o mesmo! Estava totalmente solto, meu cordão umbilical das minhas certezas de cada dia havia se rompido, observei então meu reflexo no espelho, ele sorria apático, cordial, como se buscasse esconder as mentiras que o mundo tentou sempre me esconder. Mas agora não podia mais voltar, aproximei dele e comecei a observá-lo com atenção.

– Admiração, Visão, Loucura.

Queria me unir a minha imagem, ser aquilo que sempre desejava ser, mais ele era meu reflexo, minhas unhas tocarão a superfície lisa do espelho, e por mais liso que fosse me parecia aspero, pois a raiva ja me cegava por não poder estar com ele. Passaram-se segundos, talvez dias, talvez anos, o tempo ja não fazia mais sentido. Apenas a amargura, sentia sono, sentia raiva, sentia paixão por aquilo que não podia alcançar. Me desesperei! Minha mão se lançou contra o espelho com força.

– Impacto, Dor, Sangue.

Meu sonho se partiu, diante de mim se desvaneceu em pedaços, meus ideais eram falsos, eu fora enganado pelas minhas vontades. Senti a força me faltando, meu sangue exaurindo as veias, o ar fugindo dos pulmões. Os momentos que se seguiram ja não podem ser descritos de forma lógica:

– Alucinações, espasmos, morte.

Partido sobre minhas cicatrizes e das canções que não ouvi…

(…por uma pessoa que não sou eu, mais que poderia ser daqui 40 anos)

 Engraçado como o tempo flui rápido quando não percebemos o amor das pessoas que estão do nosso lado, se a minha pele já é cheia de rugas, e minha memória ja me trai quando tento lembrar as coisas mais simples, penso que grande parte seja culpa disso.
Durante toda minha vida tentei buscar a razão para amar a mim mesmo, eu nunca consegui entender se isso é um dom, se é uma lição a ser aprendida, ou se é alguma coisa que eu nunca consegui entender, mais o certo é que agora, no fim da minha vida… percebo que me irritei demais por esses pequenos dilemas da vida. As vezes é dificil ser sincero para com os outros, se você não consegue ser sincero com você mesmo, se a vida trouxe as cicatrizes cabe a cada um aceitá-las e entendê-las.
Os amigos que deixei para trás são muitos, e comecei a entender como foi importante viver cada momento, somente quando ele era momento, porque depois que ele passa, tudo fica sem sentido, aprendi que estender uma mão é mais importante do que se segurar em uma em um momento de fraqueza.
Na verdade vivemos como produto de padrões que nunca conseguimos aceitar, e mesmo assim tentamos aceitá-los, a falta de amor próprio é consequência de negar a natureza daquilo que queriamos ser na verdade. Mais percebi que o tempo não é um ser que nos espera compreender as coisas, ele é impassivel, e sempre achamos que temos todo o tempo do mundo, e sempre vislumbramos a possibilidade de que se pudessemos voltar atras não tivessemos feito tudo diferente, na verdade não temos o tempo para perceber e fazer duas vezes.
Temos sempre a impressão que nessa estrada da vida estamos acompanhados, mais na verdade estamos sempre sozinhos, não devemos esperar que as almas que nos acompanham escolham os nossos caminhos, é mais ou menos como num parque de diversões, onde temos que ir nos brinquedos menos emocionantes pois temos que compreender que sua companhia tem medo de sentir pavor.
E acreditem, a estrada é longa! Mais entender os motivos que movem os outros seres faz ela parecer mais curta, talvez seja uma das coisas mais importantes, antes de se compreender, compreender a razão das ações das outras pessoas. Basicamente as pessoas só são movidas por 3 forças AMOR, INVEJA e AMBIÇÃO, são essas propriedades que fazem o mundo girar e que regem as ações de todas as pessoas do mundo. Já se sentiu como se só houvesse você no mundo, e como se todas as outras pessoas somente fossem figurantes para a sua história? É mais ou menos isso, entender como cada figurante se encaixa na sua história te faz viver melhor. Se hoje eu escrevo isso é porque eu entendi isso tarde demais, e isso não faz mais sentido na minha vida, porque agora estou sozinho. Eu não sei se Deus me dará opção de tentar novamente (nem ao menos sei se ele existe realmente, mais em breve vou descobrir), mais ao mesmo tempo uma nova tentativa poderia ser uma nova chance de errar, e o medo no coração as vezes nos faz pensar duas vezes se valeria a pena se arriscar, é o maldito condicionamento! Nos condicionamos a ter medo de errar e acabamos não nos permitindo arriscar.

Diário de um Fotologuer!

 

Diário de um Fotologuer!
Tudo começa quando um amigo(a) seu lhe apresenta o fotolog, a princípio parece estranho, uma foto grande, outras pequenas, e um monte de gente falando sobre a foto. Você se encanta tamanha é a atenção que as pessoas dão aquela simples foto ali colocada. Então você decide também fazer o seu, pede ajuda para seu amigo, e depois de muitas tentativas de conseguir um nome legal para seu fotolog vc já tem o seu… você eh o fotolog/joão1980_x_45, não que esse nome tenha lhe agradado, mais eh que todo nome que você tentava alguém já tinha usado.
E vamos para a primeira missão.. escolher a primeira foto, nessa parte existem 2 tipos de fotologuers, os que tem camera digital, e portanto tem centenas de fotos para escolher, e os que não tem, e que tem que escolher entre meia dúzia de fotos que foram tiradas pelo amigo que tinha uma câmera digital. Então você escolhe a melhor foto que você tem, e coloca no fotolog… que emocionante! você está ali na net! aberto para todos que quiserem lhe elogiar, e falar bem daquela foto mais linda que você colocou.
E a cada 10 minutos você dá uma entradinha no seu fotolog pra ver se alguém já comentou… E entra uma, duas, dez, e mesmo assim lá só está o comentário daquele amigo que lhe ajudou fazer o fotolog…
Tem que haver alguma coisa errada! Então você entra em contato com seu amigo e lhe pergunta o que está acontecendo que ninguém está comentando no seu fotolog. Seu amigo lhe responde que é assim mesmo, que você tem que comentar em outros fotologs pra o pessoal entrar no seu e assim o seu ficar conhecido. Então você todo empolgado vai lá passar de fotolog em fotolog:
"OI Adorei seu Fotolog!
Dá uma passadinha lá no meu e deixa um comentário tá!"

A pessoa que recebeu o comentário vai ver aquilo e vai dar uma olhada no seu fotolog. E também deixa o comentário "padrão":
"Que foto legal!
Oi obrigado pela visita no meu Fotolog"

Você todo animado com o resultado se anima a expalhar o seu fotolog pelos quatro cantos do mundo, inclusive em fotologs estrangeiros… deixando mensagens em outras linguas "What a great picture!", nesse momento o fotologuer já virou um fotologuer Poliglota.
Então o fotologuer todo animado continua colocando suas fotos, e fotos com seus amigos nas baladas! E tudo é muito legal… Lembram daquele fotologuer que não tinha camera digital??? Então… ele posta uma foto repetida dizendo que "To postando essa foto aqui denovo porque eu tava sem nenhuma outra". Esse fotologuer ou se desespera e compra uma camera digital, ou então abandona o seu fotolog às traças e sai dessa vida cruel!
Mais eis que um dia o fotologuer recebe uma mensagem negativa no seu fotolog "e ae seu panaca, que fotolog mais horrível". Como alguém teve tamanha audácia de falar assim do seu fotolog? o seu precioso. Você simplesmente ignora o comentário e deleta ele, afinal.. deve ter sido algum idiota. Então você vê uma foto com efeito envelhecido, e toda distorcida em um fotolog de um estranho, e acha O MÁXIMO! Você pede para aquele amigo seu que lhe ensinou a fazer o fotolog (que a essa altura
já se arrependeu amargamente de ter lhe ajudado) ajuda para fazer um efeito igual. Ele lhe indica programas com nomes estranhos, photoshop, fireworks, e vc se anima. Colocando fotos agora com "efeitos especiais" (ou seriam defeitos?), então as pessoas elogiam o seu fotolog. Mais alguns comentários começam realmente a te incomodar… como as pessoas simplesmente falam apenas um "que legal" para aquela foto que você ficou meia hora colocando uma cor diferente naquele programa ridículo. Isso não é justo! Então as visitas do seu fotolog começam a diminuir…
Nessa hora entra em cena o fotologuer deprimido, seu fotolog e sua vida à essa hora já se uniram em um só. E você agora está em depressão. Seu fotolog agora recebe fotos de pedaços de seu rosto (escurecidos via photoshop), ou de uma lágrima, ou simplesmente de uma imagem preta, com os dizeres embaixo:
Não estou legal, este mundo não me entende

ou então:
To tentandu me encontra…ateh msm m entende..pq tudu tah asim??

Então as pessoas começam a comentar no seu fotolog novamente, com dó de vc… e de você estar tão perdido no mundo… é claro que você se irrita ainda com alguns comentários que insistem em aparecer:
"Daew
passei soh pra dxa um bjaum …
me add aew comenta lah nu meu "

Então com as visitas de seu fotolog normalizadas, você decide voltar ao normal, agora está tudo bem! O máximo! e você posta uma foto com o seu rosto todo feliz, e as pessoas comentam como vc eh uma pessoa linda. E você gosta… e posta outra foto sua dando uma gargalhada… e as pessoas comentam como você é bonito(a) (nem sempre esses comentários são verdadeiros).
Pronto! você virou um fotologuer Narcisista, agora você posta somente fotos de seu rosto, dezenas de vezes, e com dezenas de montagens diferentes, lembrando que o fotologuer Narcisista pode regredir para o fotologuer deprimido de uma hora para outra. E os comentários continuam… mais aos poucos vaum parando, então você vira o Fotologuer parado, coloca uma imagem que parou com o fotolog e vai parar com isso… mais continua entrando a cada meia hora pra ver se alguém ainda comentou na sua última imagem postada (porque você realmente acredita que aquilo era a sua última imagem!)
Passam-se dois ou três dias e você desiste de abandonar o seu fotolog, bobagem, com tanta gente que gosta tanto de você… seus miguxos e miguxas do fotolog, porque você iria abandoná-lo.O fotologuer também pode ser acometido por um mal de linguagem começando a adquirir uma forma de escrever estranha por poucos entendida, onde começa a escrever variando de letras maiúsculas para minusculas na mesma frase, além de incluir diversos Xs no meio das frases… Exemplo abaixo:
"MOntaGEM Q EU FIX dAs pAnterAS e DA maIX nOvA pANtErinhAAA !!
nAscEU ONtEIm …
A sOFIAAA !!
faLA SeEeRIoOO elA EH mtU gATonaAAa …
mANinhA da fezOkA Tb nEH !! ( http://www.fotolog.net/fesunrise )
tEM Q SER …
poSEHhh .. ELa vAI sER noSSa mASCoTInHuuUUu !!
td D LinDOnA eLA neH .. vai DIzE ….
posEH …
muDAndU de assunto … "

Mais é isso ae… isso é só um resumo, o fotologuer pode ainda desenvolver diversas outras "patologias" que não foram citadas aqui emcima. O certo é que quem começa a mexer com o fotolog acaba vivendo uma vida irreal (palavras do row (/rowzinhu)), que acaba se misturando com a sua vida real, onde amigos dos fotologs são amigões de longa data, e que sentem saudade depois da primeira vez que se encontram, Em breve surgirá os fotologuers Anonimos… onde se ouvirão muitos testemunhos… cobertos de lágrimas das pessoas que conseguiram se livrar desse vício:
— "Hoje eu consegui ficar sem atualizar meu fotolog"
— "Fazem 3 dias que eu não comento nenhum fotolog"
— "Já faz 1 semana que eu não altero a foto do meu fotolog"

Os fotologs são atualizados… e a vida continua…

Alguns comentários aqui citados, foram retirados de fotologs reais, o autor do texto não se responsabiliza por direitos autorais de lixo fotologuístico!

Sonhos….

Eu acredito que enquanto alguns sonhos não servem para

absolutamente nada, existem outros que servem para

enxergarmos alguma coisa que fizemos, ou estamos

fazendo errado. Quando isso acontece as mensagens não

são definidas, e cabe a nós decifrá-las e idenficar

cada ponto que ela converge com a nossa vida.

A maioria das pessoas ignora esse tipo de sonho.. e

apenas acredita que seja um pesadelo ruim, até porque

a maioria dos sonhos esquecemos minutos (ou segundos)

depois que acordamos, portanto vale a pena parar para

refletir sobre ele assim que se acorda, porque assim

fixamos ele em nosso pensamento mais facilmente e

podemos então analisá-lo.

Esse sonho que vou descrever tive essa noite, e embora

pareça bastante desconexo e assustador (e realmente

foi). Pude tirar muitas conclusões sobre ele… essas

conclusões não vou citar aqui porque não conveem, elas

pertencem exclusivamente a mim.

"Parta-se do princípio que eu vendi minha alma ao

demônio, pode-se parecer assustador, mais foi isso que

aconteceu. Pra falar a verdade eu nem sei bem se foi

eu que vendi, porque as vezes fazemos escolhas tão

inconscientemente que nem sabemos que foi uma escolha

e que você teve mais alternativas para fazer certa

coisa. O demônio me aparecia como uma consciência que

me incitava a fazer as coisas e dirigia o meu caminho.

Na verdade ele parecia não se importunar de perder a

minha alma, porque ele me dava informações de como eu

conseguiria resgatá-la novamente, mais isso dependeria

tão somente de mim. Eu teria que conseguir terra, uma

planta e adubo, no entanto isso deveria ter que ser

tirado de lugares específicos. Para buscar a planta eu

tive que atravessar uma favela, enquanto passava por

ruas escuras observava o olhar de pessoas curiosas me

julgando, me acompanhando cada passo que eu dava, como

se aquelas pessoas soubessem o que eu iria fazer, e o

motivo daquilo, e isso fosse uma coisa vergonhosa. Ao

me deparar numa esquina um negro me observou com um

olhar de raiva, como se eu houvesse lhe incomodado,

invadido o seu espaço. Apressei meu passo e ele me

seguiu, tive muito ódio, pois o assunto não era de sua

conta. O demônio então me advertiu que como eu havia

lhe dado sua alma, qualquer pessoa que eu tocasse e

sentisse ódio dessa pessoa, essa morreria. Tive

vontade que o negro não me seguisse, e também senti

raiva, no entanto, procurei andar mais rápido e chegar

logo ao meu destino. A rua que agora descia de modo

ingrime terminava em uma rua sem saída e do lado

direito havia uma grande entrada do que parecia ser um

estádio de futebol, estava deteriorada, e 2 bandeiras

rasgadas tremulavam, mais eu nao consegui enxergar ao

certo que bandeiras eram. Me apressei a pegar a planta

que estava num canto enterrado. Nesse momento invadiu

o estádio um carro com as luzes acesas que me

incomodaram, quando ele parou percebi que havia um

amigo meu, e mais duas garotas muito bonitas, uma

loira e uma morena. Esse meu amigo me ofereceu carona

para conseguir a terra que eu necessitava, a qual

aceitei de bom gosto. Ele sentou no banco de trás com

a morena e permaneceu em silêncio. A loira se dirigiu

ao volante e eu sentei ao seu lado. Nos afastamos da

cidade em direção ao campo. É incrível como aquela

moça conseguiu me consquistar, parecia que ela sabia

tudo o que eu queria escutar, e tinha o jeito de

alguém que eu sempre esperei encontrar. Confesso que

com seu jeito ela conquistou a minha confiança, e

continuamos viajando, depois de muitos e muitos

quilômetros rodando na escuridão, houve um momento que

quase adormeci, a estrada era monótona apenas

vegetação em ambos os lados, e a estrada também seguia

somente reto, não havia curvas. Quando estava quase

adormecendo olhei para o lado e vi que a loira olhou

pra mim, então ela largou o volante e distanciou seus

pés dos pedais. O carro então começou a sair da

estrada, e eu me desesperei, no entanto os outros que

estavam no carro manteram a calma, como se já

esperassem que aquilo fosse acontecer e só eu não

sabia. Segurei o volante e apertei forte o freio,

então o carro já fora da estrada parou. Eu perguntei

repentinamente assustado para ela o que aconteceu ela

me respondeu que não sabia dirigir. Olhei para o rosto

do meu amigo, e ele só parecia ser um cumplíce de tudo

o que estava acontecendo, abraçou a morena que estava

do seu lado e continuou em silêncio. Desci do carro

nervoso e me afastei do carro, caminhando em direção à

escuridão. Caminhei com pressa e orvalho já molhava

naquele momento. Se não há sentimentos em sonhos então

esse não era sonho, porque eu senti MUITO frio.

Parecia que por mais que eu andasse nunca chegava a

lugar nenhum, caminhei muito e o silêncio era mortal,

nem o diabo que falava na minha cabeça se pronunciava,

era só silêncio…

Nesse momento acordei…

Estava nadando em uma piscina quente, o sol

parcialmente ofuscado por nuvens fazia o tempo parecer

estranho, enquanto um homem estava sentado de costas

em uma cadeira. Então contei para ele tudo o que havia

acontecido comigo, ele me ouviu com atenção.

Depois descobri que eu estava contando toda aquela

história para o diabo, que apenas me escutava em

silêncio."

Ae eu acordei novamente, dessa vez de verdade.

Não me pergunte se eu consegui salvar minha alma,

talvez eu ainda não tenha morrido, e por isso essa

história não tenha terminado. Talvez todos nós

tenhamos vendido nossas almas e estamos buscando

coisas inúteis que nem tenham significado para nós,

mais que alguém nos sujeitou a fazer isso. Passamos

por julgamentos e temos que abaixar a cabeça, e somos

supreendidos por pessoas em que confiavamos. Mais a

estrada escura em que seguimos… na verdade sempre

seguimos sozinhos…

Pessoa é Atropelada na Abbey Road!

Depoimento de uma pessoa que viu o acidente

"Isso foi Yesterday, ai meu Deus, estou tão nervosa!" O cara estava imitando uma capa do disco dos beatles, e o carro vinha a alta velocidade ao som de The Long and Winding Road. Então eu gritei para a pessoa Get Back! Get Back!, mais não houve tempo… Só escutei o som da pessoa pedindo ajuda… Help!, ela dizia… foi sangue para todos os lados… uma cena muito triste… realmente… Corri até a pessoa e perguntei como ela estava… ele me respondeu: – I Feel Fine, eu disse, vc tem algum último pedido para fazer… ele disse: "I Wanna hold your hand", humildemente extendi minha mão para o último pedido daquela pobre pessoa. Foi quando um guarda apareceu no local, que já estava bem movimentado e disse para o rapaz: "She Loves You", eu percebi o mal entendido, mais já era tarde… acho q o rapaz estava meio tonto… estava vendo "Yellow Submarine", colocou a minha mão dentro das calças dele e me disse com uma voz de safado… vamos "Twist and Shout", e me ofereceu uma nota de 100 dólares com a outra mão. Fiquei abismada com tamanha ousadia e lhe disse "Hello Goodbye", "All you need is love", e me afastei dele… quando já estava a distância… ele gritou para mim "Hey Jude"… (Meu Deus! como ele sabia meu nome?)… Let it be. Aquele safado… mais agora ele deve estar com a "Lucy in the sky with Diamonds, e agora ele sabe que "Can't Buy me Love""
Jude Saint Stripper

Jude Saint Stripper ofereceu seu cachê para a casa de repouso as crianças necessitadas atormentadas pelo Chuck o boneco assassino.

A dor da alma

A dor da alma

Queria falar de dor, mais é meio complicado defini-la, talvez uma boa definição para dor seria como: angústia do corpo. Mais existem mais tipos de dores. A dor do corpo é uma dor apenas relativa, pois se no meio físico estamos logo sabemos de onde provém essa dor, no entanto, temos que encarar uma dor que é bem pior que essa primeira.
Que podemos chamar de dor da alma. Esta sim dói aos poucos, corrói devagar, e sua cura é imprevisível. Enquanto escrevo esse pequeno texto, milhares e milhares de pessoas estão sofrendo desse mal. Eu poderia até dizer que o tempo é o melhor remédio, mais no entanto, este não pode ser prescrito para todos os casos. Por em alguns casos a dor é simplesmente contínua. Se a dor é forte o bastante para causar cicatrizes, carregamos esse fardo pelo resto de nossos dias. Mais não é aquela cicatriz que todos ficam impressionados em ver que você tem e perguntam como foi o tombo. Porque essa cicatriz quando doer só você irá perceber. Será naquele momento em que a lembrança da causa da dor se tornou evidente.
Sinceramente não acredito que exista cura para esse mal, se alguém conhece, que me explique, claro que acabei de generalizar, pois essa dor pode ser tão passageira que uma simples cervejinha no bar seja suficiente para dissipá-la (só coloquei a cerveja pra não faltar nos meus posts aqui).
Mais me veio a idéia de que se descrever como se acontece alguma coisa talvez ajudasse a passar pelo momento, motivo pelo qual escrevi esse post. Não venham me perguntar o motivo da dor que eu mesmo não sei explicar…