Sociedade Carro-Cocaína

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“Estamos na sociedade carro-cocaína, precisamos marchar na contra-mão rumo a sociedade bicicleta-maconha”

Ao contrário do que parece não estou fazendo uma apologia quanto ao consumo das drogas em questão, ou então afirmando que, as pessoas de determinado uso veicular façam o uso de determinada substância ilícita, mas o binômio apresentado representa de certa forma os paradigmas estruturais referentes aos rumos sinérgicos de nossa sociedade atual.

Os valores dados ao mais rápido, mais eficiente, mais dinâmico, mais forte, sem pensar em suas consequencias a longo prazo são polarizantes de uma cultura onde a produção incessante, e a cultura do consumo constante é o norteador do comportamento dos centros familiares e da sociedade do consumo.

Temos dezenas de “balizadores” que atestam o fato, onde o valor do PIB é medido através do consumo incentivado, valor de produção ou crescimento da economia, não pensando que a degradação do meio ambiente é o resultado certo desse incentivo descontrolado ao acúmulo de riqueza.

Hoje temos a produção de alimentos polarizada em grandes empresas, o incentivo ao uso de carro como principal ferramenta de transporte (e valorizador de figura masculina dominante), e o incentivo a realização do melhor projeto no menor prazo em detrimento da qualidade de vida.

Qual é o resultado desse incentivo incessante que senão a decepção referente ao esgotamento desse modelo?

Por outro lado, um direcionamento rumo aos valores familiares referentes ao “apertar os freios” seria uma solução que embora pareça lógica, não é adotada. Esse comportamento deveria refletir-se em todos os meios: tornar a produção de alimentos mais centrada no produto familiar e artesanal, colocar a bicicleta como principal modal de locomoção de grandes cidades, e incentivar o desuso da televisão como forma de comunicação principal.

A familia brasileira precisa retomar o diálogo e o ensino pois enquanto seus pais encantam-se com novelas de valores duvidosos, seus filhos são educados a consumir inconscientemente o máximo possível os produtos apresentados e tornam-se sujeitos passivos da sociedade-consumo, abandonando o julgamento crítico e não tendo posição ativa, escolhendo devidamente seus representantes.

A casta política escravizadora mantém o povo nessa relação de pão-circo, onde a educação não prove votos, mas sim assistencialismo e a manutenção dessa relação devido ao lobby direto dos interessados nesse ciclo destrutivo, esses sim, já estão com o bolso cheio, mas querem sempre mais.

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